terça-feira, 19 de agosto de 2014

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (10):


LEI DO ESCUTA

1 - A HONRA DO ESCUTA INSPIRA CONFIANÇA.

Há 3 padrões para medirmos a maior parte das coisas que fazemos e pensamos: Más, Regulares e Boas. O significado da palavra “honra” não é excepção a essa regra.
Há jovens nos quais nunca podemos acreditar – tanto mentem que nunca se sabe quando estão a falar verdade.
Há jovens que são “regulares” – talvez a maioria. Honrados de uma “honradez” vulgar, não sendo porém, cabalmente leais.
Poucos são os jovens em que se pode SEMPRE crer, poucos em quem se pode depositar absoluta confiança. Um Escuteiro, num mundo perfeito, deverá pertencer a este ultimo tipo.

Não é necessário dizer muito sobre o 1º tipo – o mentiroso – apenas que, sempre e em qualquer das suas formas, temos de condenar a mentira. Cuidado porém ao condenar-se o “mentiroso”. Pois nem todas as pessoas têm a mesma facilidade em dizer a verdade, da mesma forma que para muitas pessoas é dificílimo não se embebedar…
São muitos os que dizem “é-me quase impossível deixar de cometer esse pecado”. E esta falta pode ser pior que a própria mentira, sobretudo se não damos conta que só por si é “pecado”.

Então e um jovem de “honradez vulgar”? Para a maior parte dos escuteiros isto poderá ser suficiente para cumprir a o primeiro artigo da Lei, mas… não é bem assim: pode acontecer que este jovem “falseia” a sua idade para poder viajar e pagar menos (“toda a gente faz isso, porque não eu também?”); mente sobre a idade para poder entrar num hospital e visitar um amigo doente (“tenho desculpa porque é por uma boa causa”); diz uma mentira para livrar um companheiro de problemas (“não me venham dizer que um bom escuteiro permite que um amigo passe por problemas!”)…
Digamos que a MENTIRA é sempre um mal, por ser a negação da verdade. Também é certo que há diferentes graus de mentira, e ás vezes temos de escolher entre dois males… tenhamos porém, cuidado, com esta desculpa!

Reflictamos no seguinte:
- Nunca se julgue que uma coisa seja boa, só porque todos a fazem (não trago o lenço, porque o chefe também não o traz);
- Fazer uma boa acção a alguém, não converte a mentira em verdade (se não se perturbar a ordem, não importa que se visite um amigo no hospital) Contudo a mentira rebaixa sempre o nível da HONRA de quem quer que seja;
- Muitos desculpam a mentira de um jovem dizendo que “é ainda jovem, tem desculpa”. Isto será um verdadeiro insulto para o jovem, pois sugere haver determinados graus de comportamento e atitude demasiado elevados para ele… e isso não é verdade.
- O castigo não converte o mal em coisa boa, como o perigo ou a ameaça de castigo não transformam uma má acção em boa.

Admitamos também que mentir para ajudar outra pessoa é um problema complicado de avaliar, mas pensemos em duas coisas:
- Muitas vezes causamos maior dano aos amigos encobrindo-lhes as faltas e não os ajudando a corrigirem-se;
- Devemos estar certos de que querer “livrar o amigo de apuros” não seja o desejo de nos salvarmos a nós, porque nesse caso os “apuros” ultrapassariam a verdade.

COLOCARMO-NOS EM APUROS – esta é uma expressão que tem a solução do problema, pois... aspirarmos a sermos perfeitos é em si um meio de nos colocarmos em apuros, e isso nada mais é que seguir a Lei do escuta. Ser Cristão, quer dizer colocar em prática o cristianismo, carregar uma cruz. E a Cruz faz parte do uniforme cristão, como o lenço faz do uniforme escutista.
Porquê? Porque os ideais de Cristo diferem muito dos ideais dos homens, do mundo. No entanto, o mundo não aprecia que se afirme isto e ri e persegue os que preferem seguir os ideais de Cristo, a verdade absoluta.
Se os Escuteiros quiserem ser perfeitamente honrados, “sofrerão” por isso… MAS ESTA É A VERDADEIRA META DO 1º ARTIGO DA LEI!

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (9):
OS MELHORES DO MUNDO?

«Há poucos dias, no contexto de uma conversa sobre o Escutismo na Europa, ouvia da boca de um importante (?) responsável do CNE algo do tipo “Sim, porque o nosso Escutismo devia servir de exemplo para muitas associações por essa Europa fora…”. Não pude deixar de sorrir, claro; ainda lhe disse que achava que há, de facto, muitas coisas que fazemos bem mas, se calhar, outras tantas em que podíamos melhorar se, mesmo tendo em conta as diferenças culturais, soubéssemos aprender com os outros. Suspeito que nem me ouviu.
É muito fácil encontrar este tipo de mentalidade no Escutismo Português e no CNE em particular. E não tenho qualquer pejo em dizer que já foi a minha também. Se recordar as minhas primeiras participações em eventos internacionais não posso deixar de me sentir um pouco embaraçado pela postura um bocado “fanfarrona”, quase sobranceira, com que defendia tudo o que se fazia no CNE, em detrimento de práticas que percebia de outras associações.
Nós estávamos certos, eles estavam errados. Pura ignorância, reconheço hoje.
Nos últimos anos tenho tido a felicidade de experimentar um intenso contacto internacional. Em particular nos últimos 3, como membro do Comité Europeu do Escutismo, tenho tido a oportunidade de conhecer, em maior ou menor profundidade, realidades de países dos 4 cantos da Europa. E de me fascinar com aspectos particulares, maiores ou menores, que vou encontrando em muitos deles:
• A produção maciça de materiais de apoio pedagógico de uma das associações espanholas (e a forma como os voluntários são envolvidos na mesma);
• A impressionante, objectiva e corajosa abordagem estratégica da associação inglesa (novos programas …) que fez inverter uma tendência de declínio que se verificava (nomeadamente no efectivo);
• A forma inclusiva como algumas minorias são tratadas pelo escutismo eslovaco;
• A capacidade organizativa e de sistematização dos suecos (que terá sido um dos argumentos para que a Suécia tenha sido escolhida para organizar o Jamboree Mundial de 2011);
• O nível de reflexão e a profundidade de discussão (nomeadamente ao nível pedagógico) de italianos ou franceses, traduzidos em inúmeros fóruns com contributos de gente da “sociedade civil”
• A juventude dos membros dos órgãos de gestão nas associações belgas e as estruturas organizativas flexíveis que estas conseguiram implementar;
• A criatividade dos holandeses no encontrar de soluções para o corte total de apoio financeiro do estado;
• …
Não, estes (e outros) não são os “melhores do mundo” (nem eles se consideram assim). Há muitos domínios em que, na minha opinião, o Escutismo Português, e, nele, o CNE, têm maior sucesso (no trabalho com adolescentes, no enraizamento local, no equilíbrio do efectivo, na preservação de uma certa mística própria, na aposta na vivência de valores…).
Pergunto-me é muitas vezes “Onde seríamos capazes de chegar se tivéssemos a capacidade de ouvir e ver? De aprender com os outros?”. Se tivéssemos a humildade de nos questionar e a coragem de mudar onde fosse preciso.
E não se pense que isto é um problema quando estão em causa apenas países (ou associações). Dentro da nossa associação, região, agrupamento (!) não somos também assim?
Quantas vezes, de forma mais ou menos explícita, nos confrontamos com esta atitude de “A minha Região/Agrupamento/Unidade é a/o melhor!”? Talvez devêssemos, mais frequentemente, dar uma oportunidade aos outros…e a nós próprios. Estar mais disponíveis para ouvir e ver, sem juízos preconcebidos e com a capacidade analítica de saber reconhecer o bom, onde ele existe.
Os “melhores do mundo”? Existem, sim, mas, para mim, não são os que têm mais dinheiro, ou mais efectivo, ou os uniformes mais vistosos e engomados, ou maior número de regulamentos, ou os manuais mais volumosos… São antes aqueles que partilham desinteressadamente os seus sucessos e também os seus fracassos, os que se predispõem a ouvir (mesmo que depois não concordem), os que sabem que têm para aprender, os que não têm vergonha de perguntar ou pedir ajuda, os que estão disponíveis a experimentar… São os que sabem que vale a pena “ser sempre melhor” e que isso é um caminho contínuo. Há quem lhe chame “excelência”.» (João Armando Gonçalves: Olhares de longe - 2007)

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (8):
UMA QUESTÃO DE “ENSINO”/EDUCAÇÃO
«Se o Serviço se tornasse o objectivo principal da nossa educação em vez da personalidade, despertaria no mínimo igual interesse entre os alunos, e o resultado seria um mundo muito diferente para vivermos.
O nosso ensino faz-se principalmente através do exemplo, e os nossos dirigentes devem dá-lo na perfeição, na dedicação patriótica de si ao serviço do rapaz, meramente pelo prazer de o fazer, sem pensar em qualquer recompensa material.
Os jovens são ensinados, começando com o elementar “ajudar a mãe” da parte dos lobitos, passando pela Boa Acção diária e pelo estar preparado para salvar vidas por parte dos escuteiros, até à prática regular de Servir os outros por parte dos caminheiros.
O ensino do Serviço não é apenas uma questão de ensino teórico, mas sim o desenvolvimento de duas fases distintas, a saber: a interiorização do espírito de bem-fazer; e o dar oportunidades para que ele se exprima na prática». (DERIVAS 8 - B-P's Outlook)

ASSIM SENDO:
“O Escuteiro deve ser activo “Fazendo o Bem” e não passivo “Sendo Bom”.
É seu dever auxiliar os outros e mostrar-se generoso para com eles”» (Powell, 1908: 257)…
«É nesta perspectiva de pensar no próximo, em ser-se solidário e amigo que surge a “Boa Acção” (B.A.)... A B.A. cria o reflexo de pensar nos outros, a aptidão para ver o que lhes falta e a prontidão, fonte de grande alegria, em fazer por eles o que nos é possível. Muitos escuteiros chamados a um serviço de maior responsabilidade, confessam que a prática da B.A. esteve na origem da sua vocação» (Forestier, 1993: 48).

FICANDO, PORTANTO, PARA REFLEXÃO:
«A Educação [idealmente] consiste em levar o homem a tornar-se cada vez mais homem, a PODER SER MAIS e não só a PODER TER. Consequentemente, a que, através de tudo o que tem e de tudo o que possui, saiba ser mais plenamente homem com os outros e para os outros. [No entanto] A sociedade de hoje preocupa-se muito com o “fazer” e o “saber fazer”; com o “ter” e o “saber enriquecer”; com o “prazer” e o “saber gozar”…MAS… DARÁ IGUAL IMPORTÂNCIA AO “SER” E AO “SABER SER”?» (Veiga, 2003: 11)

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...



PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (7):


O CONSELHO DE GUIAS, porque o «Escutismo sem um Conselho de Guias (bem feito), não é Escutismo, mas sim uma aldrabice qualquer...

O Escutismo nasceu com uma "coisa" chamada Sistema de Patrulhas que, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas uma separação dos miúdos em grupinhos de 4 a 8. É muito mais que isso. E o "muito mais", passa também pela existência do Conselho de Guias.
Os miúdos têm a mesma capacidade de decisão que qualquer um de nós, adultos. Parece impossível, mas é assim mesmo. A grande diferença entre eles e nós, é que, por já termos passado por uma série de experiências e acontecimentos nas nossas vidas, conseguimos meter em cima da mesa um conjunto de variáveis sobre as quais tomamos uma decisão.
Um miúdo não se vai lembrar dessas variáveis todas, e tomará as suas decisões com base nas "poucas" que conhece.
O nosso papel, como Chefes, num Conselho de Guias (e também sempre que estamos com todos os miúdos), é meter em cima da mesa todas as variáveis que eles necessitam para tomarem a decisão que acham mais acertada.
SÃO ELES QUE DECIDEM... NÃO NÓS. Parece arriscado?...

...Pois é exactamente agora, aqui, que entra o papel do Chefe: Só temos que fazer perguntas e dar respostas, MAIS NADA! Deixar os comentários e as decisões para eles. E, por favor, não caiamos na asneira de os tratar como miúdos! Tratemo-los como se fossem adultos! Este é um dos verdadeiros segredos no escutismo.
- E porquê só fazer perguntas e dar respostas?
Através das perguntas, estamos a colocar as variáveis na mesa… Algumas das perguntas que fazemos, as tais variáveis, eles vão devolver em perguntas, confiados que teremos respostas. E nós teremos de dar essas respostas, se as soubermos, sempre de forma imparcial, sem comentários que possam ir de encontro às ideias deles.
O plano é, sem que os miúdos dêem conta, que venham a sentir os mesmos receios e preocupações que nós. E aí, é muito provável que tomem a mesma decisão que nós. Ou vai para a frente, ou não vai...
Saberemos se desempenhámos bem o nosso papel quando eles voltam para as suas Patrulhas (Bandos ou Equipas)... Aí, quando têm de alterar alguma coisa, por exemplo quando têm de anular uma descida do rio em jangadas: referem (1) que o Chefe disse que não, porque era muito perigoso, OU ENTÃO, (2) EXPLICAM, eles próprios, porque é melhor não se meterem naquela aventura, sem sequer meterem a opinião do Chefe ao barulho.
Se ACONTECER este caso (2), então sim, estamos a fazer aquilo para que nos “pagam” como Chefe de Escuteiros.
Um erro que muitos Chefes cometem, nos Conselhos de Guias, é pensarem que estas reuniões servem apenas para decidir coisas sobre actividades. Completamente errado!
O Conselho de Guias “É QUEM MANDA” na Unidade, não o Chefe. As decisões devem abranger tudo o que diga respeito à vida do Grupo. Tudo! Desde se o João da Patrulha Águia deve fazer a Promessa ou se vale a pena abrir mais uma Patrulha no Grupo.
O que sai para fora do Conselho de Guias nunca deverá ser o que o Chefe disse, mas sim o que eles - Guias de Patrulha - decidiram, porque é assim que querem e é assim que acham melhor.
Na maior parte das vezes em que achamos que a decisão deles não será a melhor, tem um efeito muito positivo deixá-los levar avante as suas decisões, mesmo que venham a resultar em fracassos.
OS ESCUTEIROS EXISTEM NÃO PARA OS MIÚDOS FAZEREM ACTIVIDADES FANTÁSTICAS, MAS SIM PARA CRESCEREM E VIREM A SER ADULTOS AUTÓNOMOS, RESPONSÁVEIS E EXPERIENTES.

Sobre aquilo que sai para fora do Conselho de Guias, deveremos ter em atenção que certos assuntos que ali são discutidos, devem permanecer em segredo (COMO NAS REUNIÕES DE ADULTOS/DIRIGENTES). E temos de lhes explicar isso, de forma a que eles compreendam e, acima de tudo, concordem.
Ter um Conselho de Guias a funcionar bem só vai trazer vantagens. Mas temos de "dar o coiro e o cabelo" nesses Conselhos. Porquê? Porque os nossos Guias passam a ser nossos parceiros...
...Há, assim, uma série de preocupações e tarefas que poderemos “delegar” se tivermos a humildade e perdermos o medo de reservar as decisões para nós e as partilharmos com o Conselho de Guias.
Claro que é muito mais fácil decidirmos nós as coisas e pronto. MAS ISSO NÃO É ESCUTISMO!
Como Chefe, não estamos cá para mandar, mas para orientar. E é orientando-os que os educamos e os fazemos crescer. Com jeitinho!
Não nos esqueçamos que o nosso papel: não é de uma ama-seca, mas de um Chefe de Escuteiros:
NÓS NÃO SOMOS UMA ACTIVIDADE DE OCUPAÇÃO DE TEMPOS LIVRES. TEMOS UM MÉTODO PRÓPRIO – O MÉTODO ESCUTISTA-, QUE EXIGE DOS ADULTOS UMA MANEIRA INVULGAR DE TRABALHAR COM OS MIÚDOS.

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...


PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (6):

E então quanto ao Dirigente Escutista? Como deve ser?

Diz a canção que e nós questionamos: “Ser poeta é ser mais alto? É ser maior do que os homens?” Talvez… Mas ao invés do poeta, ser Dirigente nos escuteiros:

- NUNCA É SER-SE MAIS ALTO, NEM MAIOR.
«- É aceitar a responsabilidade de caminhar ao lado de quem cresce e o compromisso de educar pelo Amor, numa constante lembrança de que essa - e não outra -é a sua verdadeira missão (e quantos não há que o fazem para dar asas ao seu complexo de superioridade?).
- É dirigir-se aos mais novos, como irmão mais velho (sendo mais irmão do que mais velho), na ânsia de ser aceite dessa forma.
- É pautar-se pela renúncia ao Temor como método para alcançar fins que se pretendem educativos, ou não fosse este Movimento marcado precisamente pela originalidade e eficiência do seu método muito próprio.
- É fazer valer o diálogo e o entendimento mútuo como a única arma para fazer caminho por mato bravio, instalando nas mentes mais jovens, a certeza de que essa é a maneira correcta de fazer esse caminho.
- É compreender que, quem o olha, trará no gesto e no verbo sempre uma reserva, a qual nunca deverá confundir com desconfiança e panóplias de esquemas e artimanhas que lhe pretendem ocultar.
- É deixar-se ficar na sombra, alimentando-se da felicidade de ver os mais novos colher os louros pelo esforço que foi de todos, nunca esquecendo que eles são o centro da sua atenção, da sua energia e da sua dedicação.
- É fazer de todo o jovem um seu parceiro. O seu parceiro favorito: para pensar, para inventar, para planear, para executar, para celebrar a vitória e engolir a derrota.
- É ter consciência que os jovens gostam de caminhar sozinhos, embora sabedores de que alguém (ele mesmo) zela por eles para que não caiam, lhes dará a mão se caírem mesmo, e lhes explicará e perdoará os erros.
- É mostrar que, apesar de o mundo ser uma salada estragada de forças em constante crispação, contendas incompreensíveis e atitudes menos cristãs, nós, Escuteiros, marcamos a diferença para melhor. E fá-lo com o seu exemplo pessoal, primeiro que tudo.
- É fazer-se conhecer pela humildade, ensinando que a arrogância, ainda menos que um defeito, é uma das piores manifestações de desprezo.
- A prepotência, a arrogância, a impulsividade sempre foram, são e continuarão a ser, o sinal mais evidente de Incompetência Pedagógica. Completamente incompatível com a pedagogia que o Escutismo usa para levar avante a sua missão educativa.

UM ADULTO PEDAGOGICAMENTE INCOMPETENTE, NÃO PODE, NEM DEVE, SER DIRIGENTE ESCUTISTA (na perspectiva do que trabalha para e com os jovens), sob pena de fazermos deste Movimento uma amálgama de incoerência, hipocrisia e mau estar.» (Derivas 02)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...


PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (5):
UNIFORME OU FARDA? Para meditarmos quando pensarmos em usar as calças de ganga numa actividade... toda a roupa não escutista que nos "envaidece" apenas:
UNIFORME OU FARDA?
O que é o Uniforme?
Se procurarmos nos dicionários encontramos algo como:
1- Com a mesma forma, … Igual, … conforme, … semelhante, . Sinónimo de homogéneo, parecido, similar, constante, regular. Antónimos: heterogéneo, diferente.
2- Trajo igual e regulamentar das pessoas que realizam um determinado trabalho ou pertencem a um determinado corpo, grupo, etc.

Para que serve?
O uniforme tem como objectivo fortalecer a identificação dos elementos Escutistas, com um movimento que é nacional e mundial.
As características do mesmo são as estabelecidas no regulamento do uniforme e não poderão ser feitas modificações.
O uso do uniforme é de carácter obrigatório para os membros, dirigentes e jovens, em todas as reuniões e actividades. É um trajo de trabalho e de jogo. O uniforme escutista está adaptado a todas as actividades ao ar livre e à vida na natureza. As suas cores não são apelativas, mas falam da terra, combinam com as cores do céu, tanto de dia como de noite. Facilita os jogos. Permite protecção tanto contra o frio como calor. Nada no uniforme são elementos decorativos, mas respondem a necessidades concretas.
Que representa o Uniforme?
Para responder a esta pergunta, recordemos um artigo da revista francesa “Maîtrises”: «O teu uniforme é a resposta a uma necessidade dos jovens de hoje. Talvez já tenham ouvido dizer que os costumes e a roupa tendem para uma mesma "moda". Os trajos tradicionais desaparecem, mantendo-se apenas nos locais onde o tipo de vida ou o clima o exigem de forma imperativa. Estamos, sem duvida, muito distantes do tempo das cruzadas, onde cada um "empunhava" firmemente a cruz da sua ordem ou o estandarte do país. Parece, hoje, cada vez mais difícil encontrar entre a multidão quem fale a nossa língua ou quem compartilhe a nossa fé.
No entanto a “gente” do nosso tempo não perdeu o gosto pelas insígnias ou pelos escudos. Basta olhar em volta para nos apercebermos que as pessoas têm, mais que nunca, uma especial preocupação em personalizar a roupa, roupa de marca, ou o próprio corpo (tatuagem, piercing), enfim, sinais que servem para expressar as suas tendências e aspirações.
Do mesmo modo, os grupos que têm a seu cargo uma missão ou responsabilidade recorrem a roupa e insígnias particulares: soldados, bombeiros, policia, etc.
O uniforme é a marca de uma comunidade. É um sinal claro e visível, que emerge no oceano de indiferença que banha o mundo actual. O uniforme distingue-te na multidão e identifica-te no “acampamento” dos teus irmãos. É o símbolo que diz: “somos do mesmo sangue, TU e EU!”, como diz a lei da Selva. Mas é sobretudo um sinal do amor que nos reúne, o selo de nossa fraternidade. Um apelo ao outro. O que pode ser um sinal de contradição para alguns, é um UNIÃO para outros, pois o uniforme não é apenas uma prova de pertença: é uma chamada. Os que têm os mesmos gostos e aspirações reconhecer-te-ão e saberão que podem juntar-se a ti.
É um símbolo de desapego voluntário.
O jovem que entra no escutismo opta por um tipo de vida que não agrada a todos. Deve ter consciência de que vai privar-se muitas vezes do conforto e comodismo, renunciar ao fácil, devendo procurar, pelo contrário, um conjunto de virtudes».
Que ensina o uniforme?
O uniforme é sinal de um espírito e de um estilo (que não é o mesmo que “moda”). O uniforme é revelador de um estado de animo, de uma escola de espiritualidade.
Por exemplo:
-
O lenço e UMA ANILHA (só uma meus caros), simboliza aliança com os membros do grupo (a anilha na ponta do lenço significa união fraca, por isso se usa mais próxima do pescoço - união forte); 
- Arregaçar as mangas da camisa, significa acolher as exigências da vida e estar pronto para SERVIR;
- Carregar a mochila às costas, é assumir responsabilidades, carregar o seu destino e manter as mãos livres para agir.
O Uniforme, mais que uma farda, é uma questão de fidelidade ao movimento e de humildade: “aquele que é fiel nas pequenas coisas também o será nas grandes”.
ASSIM, CAROS ESCUTEIROS, JOVENS E DIRIGENTES, MEDITEMOS QUANDO PENSAMOS EM USAR CALÇAS DE GANGA NAS ACTIVIDADES, CHAPÉUS DE MARCA, ROUPA QUE NOS FAÇA MAIS BONITOS, TÉNIS OU OUTRO CALÇADO, CHINELOS (estes se fora dos momentos para o efeito)...
Poderemos ficar mais bonitos, mas também estamos gritar: eu não me sinto verdadeiramente escuteiro, igual aos maus irmãos, elemento de um só corpo, com um só uniforme… eu não pertenço de corpo e alma a este grupo…
Não é o uniforme que faz um escuteiro… Mas é o espírito com que se aceita e veste o uniforme.
Não é por estar uniformizado que é melhor escuteiro… Mas distingue-te perante o mundo, como alguém especial, não mais um no meio da multidão, mas alguém que, pelo uniforme, “grita” bem alto para que todos vejam: eu estou aqui, pronto a servir, a dar-me sem medida, sem esperar recompensa, “Sou eu”, SOMOS UM!

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (3):
«Lembre-se o Chefe de que, além dos seus deveres para com os jovens, tem também o dever para com o escutismo em geral… assim têm necessariamente de estar acima de sentimentos mesquinhos e ressentimentos pessoais, e precisam de ser homens de vistas suficientemente largas para submeterem as suas próprias opiniões à orientação superior do todo…
…Se algum não quer, em consciência seguir o rumo devido [seguir as regras instituídas], o seu dever viril é expor francamente o seu caso à estrutura hierárquica e se não puder concordar com os pontos de vista desta, o melhor é abandonar as funções. Ele entra para o movimento, em primeiro lugar com os olhos abertos e, não é justo que depois, porque descobre que os pormenores não lhe agradam se queixe...» (Auxiliar do Chefe Escuta)

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (4):
«Há pessoas que me dizem que têm belos grupos de 60 ou mesmo 100 escuteiros. Os agrupamentos podem ir bem até aos 120 rapazes. E os Chefes asseguram-me que os rapazes são tão bem educados como em grupos mais pequenos. Exprimo-lhes a minha admiração (admiração/surpresa), mas não posso acreditá-los - Porquê a nossa preocupação com a educação individual? – questionam eles. Porque é a única educação possível (respondo eu). Pode-se instruir um numero qualquer de rapazes, mil de cada vez se tivermos boa voz, métodos atraentes ou meios disciplinares adequados. MAS ISSO NÃO É EDUCAÇÃO…» (B. P.)
O fundamento do escutismo apoia esta visão de B. Powell:
1- O escutismo apoia-se numa experiência de relações sociais no centro de uma pequena comunidade/grupo;
2- Necessita, por parte do educador, de uma atenção e um projecto de desenvolvimento para cada jovem. (Fundamentos do Escutismo)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

PARABÉNS ZEBRA

Amanhã dia 13 a Zebra faz mais um aninho. desejamos que passe um dia muito divertido junto da sua linda família. Podem dançar os 4 a coreografia que estiveram a treinar com o Pré-pata-tenra.
Um beijinho muito grande de toda a Equipa de animação que mesmo de férias escutistas não se esquecem do seus Lobitos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dança Acareg 2014 Lisboa

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

Textos escritos no facebook do agrupamento, mas como ainda há pais que não tem conta lá, ou mesmo para ser possível aceder com mais facilidade, vão ser também colocados aqui:

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (0)
Porque escutismo é uma "brincadeira séria" assente numa base pedagógica... sendo esta página uma forma de comunicação do agrupamento, que se pretende rever nos princípios acima, sempre que possível e oportuno, faz sentido "postar" aqui algum conteúdo fundamentado nos princípios e artigos do CNE e do escutismo mundial, que nos vão alertando a memória e avivando a importância e particularidade desta missão.
Porque todos somos imperfeitos e diferentes, não nos faz mal sonhar com a perfeição. E portanto também, nenhum conteúdo será da minha autoria, mas sim meras transcrições/citações de entidades reconhecidas na área da pedagogia e vivência escutista e/ou assentes nos "dogmas" escutistas/cristãos


PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (1):
«O papel do Dirigente no Escutismo não é o de protagonista... Protagonistas são mesmo as crianças e os jovens, para quem BP fundou o escutismo. O trabalho do Chefe no escutismo deve ser um acto de amor... Se estou mais preocupado com quem "manda mais", como posso preocupar-me com os jovens?... Se a minha preocupação é dar nas vistas, ser engraçado ou mostrar que sou bom, como é que consigo ter tempo e inteligência para sê-lo? (Almeida, A.D.)»



PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (2):
«Não tenhamos receio que possa vir a haver falta de dirigentes, para tantos candidatos escuteiros. Pelo contrário, temos de ter a coragem - e a SERIEDADE - de decidir que só devemos admitir um numero de jovens proporcional ao numero de BONS dirigentes que possuímos... se não pudermos ter 40, que tenhamos 10 ou 20, que consigamos transformar em "Cidadãos capazes de tomarem uma posição construtiva na sociedade, aptos a contribuírem para a constante transformação do mundo, à luz do Evangelho". (Art.º 3º dos estatutos do CNE)»