
LEI DO ESCUTA
1 - A HONRA DO ESCUTA INSPIRA CONFIANÇA.
Há 3 padrões para medirmos a maior parte das coisas que fazemos e pensamos: Más, Regulares e Boas. O significado da palavra “honra” não é excepção a essa regra.
Há jovens nos quais nunca podemos acreditar – tanto mentem que nunca se sabe quando estão a falar verdade.
Há jovens que são “regulares” – talvez a maioria. Honrados de uma “honradez” vulgar, não sendo porém, cabalmente leais.
Poucos são os jovens em que se pode SEMPRE crer, poucos em quem se pode depositar absoluta confiança. Um Escuteiro, num mundo perfeito, deverá pertencer a este ultimo tipo.
Não é necessário dizer muito sobre o 1º tipo – o mentiroso – apenas que, sempre e em qualquer das suas formas, temos de condenar a mentira. Cuidado porém ao condenar-se o “mentiroso”. Pois nem todas as pessoas têm a mesma facilidade em dizer a verdade, da mesma forma que para muitas pessoas é dificílimo não se embebedar…
São muitos os que dizem “é-me quase impossível deixar de cometer esse pecado”. E esta falta pode ser pior que a própria mentira, sobretudo se não damos conta que só por si é “pecado”.
Então e um jovem de “honradez vulgar”? Para a maior parte dos escuteiros isto poderá ser suficiente para cumprir a o primeiro artigo da Lei, mas… não é bem assim: pode acontecer que este jovem “falseia” a sua idade para poder viajar e pagar menos (“toda a gente faz isso, porque não eu também?”); mente sobre a idade para poder entrar num hospital e visitar um amigo doente (“tenho desculpa porque é por uma boa causa”); diz uma mentira para livrar um companheiro de problemas (“não me venham dizer que um bom escuteiro permite que um amigo passe por problemas!”)…
Digamos que a MENTIRA é sempre um mal, por ser a negação da verdade. Também é certo que há diferentes graus de mentira, e ás vezes temos de escolher entre dois males… tenhamos porém, cuidado, com esta desculpa!
Reflictamos no seguinte:
- Nunca se julgue que uma coisa seja boa, só porque todos a fazem (não trago o lenço, porque o chefe também não o traz);
- Fazer uma boa acção a alguém, não converte a mentira em verdade (se não se perturbar a ordem, não importa que se visite um amigo no hospital) Contudo a mentira rebaixa sempre o nível da HONRA de quem quer que seja;
- Muitos desculpam a mentira de um jovem dizendo que “é ainda jovem, tem desculpa”. Isto será um verdadeiro insulto para o jovem, pois sugere haver determinados graus de comportamento e atitude demasiado elevados para ele… e isso não é verdade.
- O castigo não converte o mal em coisa boa, como o perigo ou a ameaça de castigo não transformam uma má acção em boa.
Admitamos também que mentir para ajudar outra pessoa é um problema complicado de avaliar, mas pensemos em duas coisas:
- Muitas vezes causamos maior dano aos amigos encobrindo-lhes as faltas e não os ajudando a corrigirem-se;
- Devemos estar certos de que querer “livrar o amigo de apuros” não seja o desejo de nos salvarmos a nós, porque nesse caso os “apuros” ultrapassariam a verdade.
COLOCARMO-NOS EM APUROS – esta é uma expressão que tem a solução do problema, pois... aspirarmos a sermos perfeitos é em si um meio de nos colocarmos em apuros, e isso nada mais é que seguir a Lei do escuta. Ser Cristão, quer dizer colocar em prática o cristianismo, carregar uma cruz. E a Cruz faz parte do uniforme cristão, como o lenço faz do uniforme escutista.
Porquê? Porque os ideais de Cristo diferem muito dos ideais dos homens, do mundo. No entanto, o mundo não aprecia que se afirme isto e ri e persegue os que preferem seguir os ideais de Cristo, a verdade absoluta.
Se os Escuteiros quiserem ser perfeitamente honrados, “sofrerão” por isso… MAS ESTA É A VERDADEIRA META DO 1º ARTIGO DA LEI!






