sábado, 27 de setembro de 2014

PARABÉNS

O Esquilo vai partir... mas por enquanto ainda é nosso... 
Deixamos aqui mais uma vez os votos sinceros de um feliz aniversário.
Beijinhos de toda a equipa de animação


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ORGANIZAR...ORGANIZAR...ORGANIZAR

Olá a todos, aqui vão alguns quadros com dados importantes para os nossos Lobitos

Os que vão passar para a Expedição... isto se os dirigentes autorizarem, claro!!!! :)




Aqui as noites de campo até ao final do ano escutista:



PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (17):



LEI DO ESCUTA

8 - O ESCUTA TEM SEMPRE BOA DISPOSIÇÃO DE ESPÍRITO

«Ser alegre mesmo nas dificuldades ajuda a tornar os outros felizes. Enche-lhes a vida de um aroma de felicidade. Aprende a dominar as reacções negativas, cultiva a boa disposição e assim tornas menos penoso o cumprimento das nossas obrigações. A alegria tonifica a vida e resiste ao desânimo, quando enfrentas as dificuldades com coragem e decisão. Quando chega a tristeza o escuta assobia, quando te zangares com alguém e estiveres a “rebentar” experimenta sorrir ou conta até dez.»

Tal como se pode obedecer, assim também se pode sorrir e cantar… interior e exteriormente… porque, como vimos num artigo anterior, a obediência interior é melhor, também o canto e o sorriso interior superam os exteriores.

Isto parece um pouco confuso e complicado… Consideremos então o sorriso e o canto exteriores: Uma pessoa pode controlar-se para sorrir e cantar, mesmo quando as coisas não correm muito bem, e o efeito causado nos outros é notável. Uma manhã de chuva num acampamento pode tornar-se algo de delicioso se um ou dois escuteiros procurarem estar externamente alegres, ainda que não seja esse o sentimento interior… e isto seria o ideal, maravilha. No entanto, melhor, muito melhor que isto, seria se o seu sorriso e canto fossem reflexo do seu interior.

No 5º Artigo da Lei, reforçámos que o comportamento depende daquilo em que acreditamos. Agora, para que este 8ª Artigo nos ensine uma das mais importantes lições da vida (que muitas pessoas desconhecem) partamos do mesmo principio: do nosso ACREDITAR… o que significa aquilo em que acreditamos como Cristãos.

Assim, como Cristãos, sabemos que Jesus veio ao mundo para nos salvar. E como fez Ele tal coisa?
Tornando-se homem, vivendo na terra e morrendo na cruz.
Mas porque só isso não nos salva?
O Pecado é a consequência de 2 grandes erros: (1) a Desobediência e (2) o consentimento dado a um prazer proibido. Reparemos que Jesus praticou na perfeição as duas virtudes opostas a estes erros: a obediência e o sofrimento. Deus aceitou esta obediência e este sofrimento para opô-los à desobediência e prazeres ilícitos dos homens.

Ora isto sendo importante, não deixa de necessitar da nossa ajuda para que todos sejamos salvos, perdoados… menos imperfeitos. E a melhor ajuda é a oração. Porém a oração não é apenas oral ou espiritual… ela é também acção… assim, o nosso canto, o nosso sorriso, a nossa alegria, podem ser uma forma de oração.

Mas que tem, então, isto que ver com o 8º artigo da Lei?
O sorrir e o cantar exterior são bons, mas melhor ainda é o interior… como quando temos aquela dor de cabeça que nos incomoda, quando não fazemos bem uma actividade, quando algo nos corre mal (e portanto nos faz sofrer), aceitemos esse “sofrimento” e ofereça-mo-lo a Deus como uma oração, e aproveitemos esse “mau momento”, essa “cruz", para nos tornarmos melhores. Esta é a razão, porque muitas pessoas que passam por enormes provações e dificuldades, consigam manter sempre um sorriso, um assobio… um semblante de felicidade.

E como isto é difícil!!! Tentemos sempre seguir a sorrir e a cantar, para podermos aproveitar os nossos sofrimentos e alegrias. Ofereçamos sempre a Deus o nosso dia, com todos os seus momentos de alegria e tristeza… para que o nosso sorriso venha do interior, da boa disposição de espírito. (in: Ser Escoteiro é...)

Porque a alegria é uma das características que se deve apontar a todo o escuteiro. Mas aquela alegria pura, de quem tem a consciência tranquila, de quem se sente bem consigo mesmo e com o mundo que o rodeia. Quem assim procede, consegue dominar os seus sentimentos de raiva e tristeza, revelando capacidade interior para vencer os desafios e desaires. Mais ainda: vivendo assim o escuteiro opta por viver a vida com optimismo, escolhendo a esperança no lugar da preocupação e do medo… e desta forma, por mais difícil que seja o caminho, por mais desespero que se possa sentir… UM ESCUTEIRO ESPERA SEMPRE, EM DEUS, POR DIAS MELHORES… E SORRI! (CNE, Recursos).

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (16):



LEI DO ESCUTA

7 - O ESCUTA É OBEDIENTE

«Obedecer prontamente…sem protestar…sem insistir…sem murmurar…nem sequer mentalmente…essa é a obediência perfeita, obediência do Escuta. Obedecer é mais fácil do que mandar. Obedecer é fazer as coisas com ordem e perfeição: trabalhos diários, boas acções, actividades, etc.
A nossa divisa “Sempre Alerta” não traduz apenas a nossa disponibilidade de agir, lembra também o poder da obediência. Devemos e podemos confiar nos Chefes, professores e em todos aqueles que querem contribuir para o nosso bem. Porém não podemos ser submissos e passivos a tudo o que nos quiserem impor. A obediência supõe uma atitude de nobreza e deve ser disciplinada.»

Muitos de nós, se formos sinceros connosco mesmos, teremos de admitir que apenas obedecemos a dois tipos de ordens: (1) àquelas que não nos importa obedecer e (2) àquelas a que somos obrigados a obedecer.
É muito difícil vencermo-nos a nós próprios para conseguirmos obedecer a todas as ordens que vêm de fora… sem refilarmos. Excepto às más…Mas mais difícil ainda é vencermo-nos a nós próprios para conseguirmos obedecer às ordens que vêm de dentro, do nosso interior, da nossa consciência. O que possibilita qualquer escuteiro e qualquer jovem a ultrapassar-se para obedecer à Lei do Escuta é isto mesmo: PARA ELE ESTA É A ORDEM DE FAZER O QUE JULGA ESTAR BEM. Trata-se da autodisciplina e obediência interna que nos dão a verdadeira liberdade.

Porém, muitas vezes ouvimos dos outros, do mundo, coisas como “isto não é assim, é ao contrário, isso é um sinal de debilidade de carácter que nos faz escravos. A verdadeira liberdade é fazer o que a gente quer”.

Achas que isto é verdade, caro escuteiro? “Vencer-se” para obedecer às ordens da consciência não é, nunca será, um sinal de fraqueza… muito pelo contrário.
Levantar-se logo, quando se ouve o despertador tocar pela manhã; dizer sempre a verdade, sem engano… isto não é sinal de fraqueza, ou de carácter frágil.

Acreditam mesmo que as pessoas que fazem tudo o que lhes apetece são mesmo felizes? Acreditem que não! Vejam o exemplo do fumar… apenas como exemplo, pois não se trata de condenar quem fuma... Quem é mais livre: (1) aquele que fuma constantemente, sem poder deixar o cigarro… (2) ou aquele que fez voto de não fumar… (3) ou o que pode fumar ou não fumar, à sua vontade?
- O primeiro tem liberdade para fumar, porém como não pode ou não consegue deixar de fazê-lo, falta-lhe a liberdade para não fumar.
- O segundo é livre para não fumar, pois se fuma quebra o seu voto.
- Já o terceiro é livre de fazer ambas as coisas, tem autodisciplina e fará o que a consciência ditar.

A pessoa que tem autodisciplina – disciplina interior – achará simples a disciplina do exterior. Com a sua autodisciplina aprende muito mais do que se controlar a si mesmo: aprende a controlar os seus pensamentos, o que é fundamental, pois são os pensamentos que levam a pessoa às palavras e aos actos.
• Aprende a usar as próprias palavras e assim… livra-se de um dos piores “pecados”: falar mal dos outros.
• Aprende a controlar os seus actos. Poderá levantar-se de manhã e “escalar montanhas” ou fazer qualquer outra coisa difícil, apenas pelo prazer de fazer, sem se deixar influenciar pela opinião do mundo, porque tem consciência de que está a fazer bem.

Então como aprender esta autodisciplina? Começando pelas coisas pequenas, pelas mais ínfimas. Muitos entusiasmam-se por fazer grandes coisas, porém quando muitas vezes falham, é porque não começaram por aprender a fazer o mais simples.
Os grandes pianistas começaram por aprender as escalas… e os tenistas, as regras mais elementares do jogo.
Devemos aspirar a uma autodisciplina perfeita, embora nunca se alcance a perfeição… isso só é possível a Deus/Jesus, que se fez obediente até à sua morte.
Não lhe podendo agradecer suficientemente por ter morrido por nós, o melhor mesmo que lhe podemos oferecer é seguir-lhe o exemplo. (in: Ser Escoteiro é...)

Por fim, pensemos que todos os grupos têm regras que assumimos como fundamentais para o bem comum e que evitam a anarquia e o caos. A obediência enquadra-se no respeito por estas regras: de facto surge quando um individuo se sente perfeitamente livre, no seu intimo, para acatar as ordens de outro que possui uma autoridade legitima e globalmente aceite pelo grupo em que se insere.
E esta é a diferença entre a submissão e a obediência: somos OBEDIENTES quando, em plena consciência, reconhecemos como legitima e necessária uma determinada autoridade, aceite por todos… somos SUBMISSOS quando, numa relação de poder em que a lei é a do mais forte, acatamos ordens por medo ou vergonha. (CNE, Recursos).

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (15):



LEI DO ESCUTA

6 - O ESCUTA PROTEGE AS PLANTAS E OS ANIMAIS

«Deus criou todas as coisas deste mundo para que os homens delas tirassem proveito para poderem sobreviver e assim darem graças e louvor ao Senhor do Universo. O Escuteiro é amigo das plantas e dos animais, trata deles com carinho e nunca os maltrata. Nunca destruas uma planta ou animal senão por necessidade. Hoje o Homem abusa da Natureza e dispõe dela como um tirano e dono absoluto, destruindo e matando por prazer ou maldade, pervertendo os planos de Deus.»

Pensemos então sobre a dimensão deste Artigo da Lei:

Porque devemos ser amigos dos animais? Simplesmente porque Deus os criou e como tal, como a tudo que Ele criou, devemos consideração e amor. Grande parte das pessoas aceita a criação sem pensar nela a fundo: o ciclo anual da natureza; o movimento regular da terra; o sol, a lua, as estrelas, as árvores, montanhas, animais… a comida e a bebida… até pode ser que a admirem e contemplem, mas… compreenderão que Deus é o “culpado” de toda esta maravilha?
Então e se pensarmos no corpo humano? Ver, ouvir, falar, pensar, amar, viver… Tudo isto nos parece natural, mas tudo nos escapa, tudo isto é obra d´Ele, feita por amor e com amor… a partir do nada. Quantas vezes Lhe agradecemos por tamanha maravilha?

O agradecimento ocupa um lugar muito pequeno na vida de numerosas pessoas. Quando somos crianças, Lobitos, ensinam-nos a dizer obrigado, a agradecer um favor recebido, mas… quantas vezes agradecemos a Deus, tantos favores, todos os seus favores, muito maiores que qualquer outro?

O Escuteiro é respeitador… a ingratidão não é algo correcto, pois é a gratidão que nos leva a procurar o que é melhor nesta vida… e se procurarmos o bem, “esqueceremos” o mal!
Ser grato produz felicidade; a ingratidão cauda amargura, “peso” na consciência. Este Artigo apela aos bons modos, para nos mostrarmos agradecidos ao “Criador”. E quantas vezes já Lhe agradecemos por nos ter criado? Por nos ter habilitado para fazer tanta coisa? Por nos rodear de tanta magia e maravilha como a natureza? (in: Ser Escoteiro é...)

Sigamos os passos de S. Francisco e de S. Paulo e entendamos este Artigo da Lei, que impele todo o Escuta a ter consciência e a assumir como dever a defesa do outros seres que, criaturas de Deus como o homem, habitam este planeta.
E para isso não são precisos grandes gestos: não pisar a relva, não arrancar uma flor, não maltratar um animal... são pequenas acções que não mudam o mundo, mas que permitem preservar a beleza que Deus criou para que todos dela usufruam.

Um bom Escuteiro é aquele que aprecia e preserva a natureza, servindo-se dela apenas quando tal é necessário para a sua subsistência. (CNE, Recursos).

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (14):



LEI DO ESCUTA

5 - O ESCUTA E DELICADO E RESPEITADOR

Baden-Powell disse: “O Escuteiro é delicado para com todos, especialmente para com as mulheres, crianças, pessoas inválidas, idosos e doentes. Sem receber qualquer recompensa pelos serviços prestados.” Este artigo sugere que procuremos conseguir um carácter equilibrado, nem brusco, nem violento. E nesse sentido procurarmos ser amáveis, delicados, simples no coração e nas atitudes, compreensivos de modo a sabermos colocarmo-nos , na posição dos outros. Um Escuteiro nunca é grosseiro ou incorrecto, pelo contrário é cortês e gentil.

O ponto forte original deste artigo é o “ser cortês”, mais tarde passou a ser citado como se expõe acima em titulo.
"Cortês", significa ter as maneiras que agradem à corte real. Ora isto parece indiciar que “cortesia” não significa ter boas maneiras, poderia até ser sinónimo de “más maneiras” se isso fosse o que conviesse/agradasse à corte de um príncipe mais “depravado”, onde as maneiras seguramente não serias as “mais boas”.

O comportamento está ligado aos princípios em que acreditamos. Se não tivermos princípios, ou se passarmos a acreditar noutros, de imediato o nosso comportamento se alterará. Se alguém acreditar firmemente no mandamento de Deus sobre a indissolubilidade do matrimónio, então nunca pensará em divórcio, pois vai contra um principio ou um valor fundamental no qual crê.
Hoje é comum escutarmos dos mais velhos que as coisas já não são como eram… se pensarmos bem, acredito que uma razão para isso, possa estar na mudança das maneiras e dos costumes… que levam a alteração do comportamento.
Não é raro vermos hoje sinais de desrespeito e egoísmo, nos transportes públicos onde as pessoas tentam passar à frente nas filas e se empurram, não cedem lugar a quem necessita… aqueles actos de cavalheirismo como ceder passagem, caminhar ao lado de uma “senhora” ficando ela do lado de dentro do passeio… isso são “coisas do passado”, valores que se perderam… saíram de moda.

Estes exemplos até podem não ter grande importância, no entanto são o reflexo de algo mais profundo… eram sinais de respeito pelo outro, pelos mais velhos… de “boa educação”, sinal de não ser egoísta. Por exemplo, oferecer ao outro o ultimo doce, que também nós queríamos, demonstra controlo sobre si mesmo. E na verdade se o outro for cortês, a probabilidade é de não aceitar a oferta (generosa), contudo isso não diminui a “cortesia” do nosso gesto/atitude/maneira.

Devemos então reflectir nas razões que implicam o cumprimento deste Artigo da Lei: “O comportamento é um reflexo daquilo em que acreditamos”… e isto é de importância extrema. Muitas pessoas condenaram coisas espantosas que aconteceram na ultima grande guerra, sem contudo se surpreenderem com o facto de terem acontecido… porque, acostumados a verem o homem como parte de uma engrenagem social e não como IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS, parecia-lhes natural que fossem tratados como peças da sociedade.

Retomemos então a definição de cortesia, considerada no inicio do texto: Em que corte servimos nós, Cristãos? Na corte de Jesus Cristo, certo? Então as nossas maneiras e costumes devem ser dignos dessa corte, ser semelhantes às d´Ele. Ou seja o nosso comportamento deve ser em consonância com o que acreditamos na Fé, com o nosso Credo… Esta é a verdadeira razão de ser deste Artigo da Lei: porque cremos em Deus como nosso “príncipe”. Qual será portanto o resultado?

Esta sublime consideração para com o outro, o nosso próximo, o nosso irmão... é o cunho do verdadeiro Cristão… e do verdadeiro Escuteiro… e contribuirá sobremaneira para a felicidade de todos. (in: Ser Escoteiro é...)

Por outras palavras, o respeito – que também é sinónimo de cortesia – é o sentimento que nos leva a sentir consideração pelos outros, a ter em conta os seus direitos, a tolerar diferentes ideias e que nos impede de ter qualquer vontade de lhes causar dano. Esta consideração pela dignidade do outro traduz-se, na prática, por atitudes de delicadeza que mais não são que a forma amável, sensível e afectuosa com que devemos tratar todos… evitando chocá-los, magoá-los e melindrá-los.
Neste contexto, mesmo a frontalidade, o “dizer o que se pensa” deve ser usada de forma equilibrada, evitando-se a grosseria e “maus modos”. (CNE, Recursos).

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (13):



LEI DO ESCUTA

4 - O ESCUTA É AMIGO DE TODOS E IRMÃO DE TODOS OS OUTROS ESCUTAS

Ser amigo dos teus amigos, implica seres capaz de te colocar no lugar deles actuando com respeito e solidariedade perante as suas necessidades e diferenças e… aprendendo a perdoar. Mas este Artigo, como deves reparar, vai mais longe ao declarar que devemos ser amigos de todos. Com tal declaração pretende-se que consigamos ter a disponibilidade interior para aceitar, como possível amigo, aquele que ainda nos é desconhecido, colocando de lado reservas sem sentido relacionadas com a raça, credo, sexo, cultura, classe social, nacionalidade, etc.
É este sentimento de disponibilidade interior que nos torna capazes de nos sentirmos irmãos de todos os outros escuteiros.
Mas… tudo isto depende do sentido que damos ao conceito de amigo e amizade. Se com ele só pensamos naquela amizade de momento, que fazemos com quem lidamos na nossa vida diária, pessoas que nos agradam mas que nada nos deixam de indelével… então o conceito de amigo/amizade não tem grande significado.
Contudo, se por amizade entendermos esse laço de afecto e amor que nos une a certas pessoas, mesmo que tenham interesses distintos e idades diferentes, mas para as quais nos sentimos ligados por este laço invisível que nada, nem ninguém pode destruir… então, de facto temos diante de nós um problema!!
Esta espécie de amizade não se sente por muitas pessoas… como é possível então que um escuteiro seja amigo de todos?
A chave, creio, vamos encontrá-la no conceito de “Amor”, um dos sinais de amizade. Embora seja impossível ao escuteiro ser amigo de todos, já amar a todos é possível.
Podem objectar: “se a amizade por todos é impossível, não será mais difícil amar a todos? Isto é pior, pois estou certo de que não poderei amar todos”.
Mas não podemos mesmo? Pois se foi o próprio Jesus quem nos disse “Amarás os teus inimigos”… e se temos de amar os nossos inimigos, então é forçoso amarmos todo o mundo. Antes de reafirmarmos ser impossível, recordemos que é Deus quem nos manda amar assim.
Meditemos sobre isto e vamos encontrar pontos de comunhão com o 2º Artigo, naquilo que referimos sobre o “julgar”.
Há que fazer uma distinção: o mandamento foi de “amar” todos, não de “gostar” de todos. Muitos pensam que não se pode amar aquilo de que não se gosta… acreditam que amar significa gostar da companhia de uma pessoa, ter afinidade com ela, sentir prazer em querê-la… Mas este “gostar” não corresponde ao “amar” do ponto de vista cristão. O sentido Cristão deste conceito: desejar e fazer o bem a todos, o que é muito diferente de apenas “gostar”.
O “Amor Cristão” é um acto do espírito e da vontade e não tem, necessariamente, a ver com os sentimentos, mas inclui os sentimentos, na prática. Pelo contrário, o “amor humano”, é mesmo um emaranhado de sentimentos.
Nada como o exemplo: Encontro-me com alguém que não me agrada. Nada de mal nisso, mas há logo que pensar “não gosto desta pessoa, é desagradável, pedante, pouco caridosa… mas… foi Deus quem a criou, que gostaria que fosse melhor e que a ama com infinito amor… farei então o possível por ajudá-la, se necessário chamando atenção sobre os seus defeitos e rezando por ela”.
Isso é amor Cristão… que tem muitas traduções: amor, caridade, compaixão… é um amor forte do espírito e da vontade, que pode também estar ligado aos sentimentos, mas não necessariamente.
Este “amor” é de facto muito difícil de conseguir. Sozinhos teremos muita dificuldade em o sentir, pois é um dom de Deus e devemos pedi-lo nas nossas orações. (in: Ser Escoteiro é...)
Importante, pois reter: «A grande força do escutismo é que todos somos irmãos, sem distinção de raça, cor, nacionalidade ou classe social. Formamos todos uma grande família. Sempre que encontres outro Escuta, mesmo que não o conheças saúda-o e prontifica-te a ajudá-lo. Deves ser amigos de todos, não ofender ninguém e perdoar sempre aqueles que por alguma razão te ofenderam, mesmo que não sejam escuteiros ou que não conheças. Lembra-te de Jesus e do: “Amai-vos uns aos outros como irmãos. Vive e goza cada momento da tua vida”.» (CNE, Recursos).

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (12):

boa ação


LEI DO ESCUTA

3 – O ESCUTA É ÚTIL E PRATICA DIARIAMENTE UMA BOA ACÇÃO

No seu texto original o artigo dizia: “O Dever do Escoteiro é ser útil e ajudar aos outros”. neste enunciado destaca-se como ponto forte o conceito do “DEVER”, a que BP recorre para dar ênfase especial a este Artigo.
Não esqueçamos que BP era militar, e os militares têm várias especialidades, como artilharia, sinaleiros… No Escutismo, os seus “soldados” devem seguir os 10 artigos da Lei… mas a sua especialidade deve focar-se no 3º artigo: “SERVIR”, o lema dos escuteiros e dos caminheiros/dirigentes em particular.

Pode-se dizer, não sem alguma discussão que este 3º artigo é o que mais se aproxima da proposta Cristã. Jesus trouxe um significado e valor especial ao conceito de SERVIR, na noite em que foi traído, com aquele gesto emblemático que diz de si "EU ESTOU NO MEIO DE VÓS COMO AQUELE QUE SERVE" (Lc 22, 27), deixando assim o mandamento de nos amarmos como Ele nos amou, pondo-se ao SERVIÇO uns dos outros (cf. Jo 13, 14), e demonstrou o que queria afirmar com tal frase:
lavou os pés aos discípulos, dizendo-lhes de seguida "Dei-vos o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13, 15).

O verdadeiro SERVIÇO é o resultado do amor, portanto a suposta B A (Boa Acção) que façamos com os olhos voltados para a nossa própria glória, perde o seu valor real e profundo, ainda que traga beneficio ou ajude o outro. O “FAVOR” QUE PRESTAMOS POR AMOR AO PRÓXIMO TEM UM VALOR MUITO GRANDE... O BEM QUE FAZEMOS POR AMOR A DEUS, É DE UM VALOR IMENSO!

Há no entanto algumas falácias, exploradas como verdades, muito citadas como grandes “chavões” e pelas quais muitas vezes nos deixamos guiar. Por exemplo a que afirma: “A caridade começa em casa”.
Quase sempre a colocam em prática aqueles que são tão egoístas, que só olham para o seu umbigo, que apenas desejam agir para o seu bem. No entanto… esse ditado é a pura verdade, no sentido em que a caridade, o amor, começam ou devem começar na própria casa.

Do outro lado da linha, muitos há que passam tanto tempo a ajudar o próximo que, ocupados nisso, se esquecem de prestar a mesma ajuda em casa. Praticam a caridade com os outros…e em casa desleixam-se ou em caso extremo maltratam aqueles que lhes são próximos, ou não lhes prestam o “socorro” devido/necessário… Também por isto é que o “SERVIR”, a caridade deve começar em casa.

Como escuteiros devemos sempre aspirar ao mais elevado. Um modo de validarmos se na verdade aspiramos a tal coisa, é perguntarmos se a nossa caridade, o nosso SERVIR, começa em nossa própria casa.

Com este artigo descobrimos, pois, não uma obrigação, mas um caminho muito especifico para sermos felizes e fazermos felizes: SER UTIL, é ter a capacidade para ajudar o outro em todas as circunstâncias em que essa ajuda pode contribuir para suprir algumas das necessidades. Quem assim procura agir, habitua-se a não orientar o caminho, a vida, exclusivamente para os seus próprios interesses, para o seu “egoísmo”, aprendendo a viver em comunidade e em comunhão.
Para um Escuteiro, o altruísmo, aprende-se através da “B.A” diária, cuja prática é tão importante incutir e consciencializar. É ela que nos exercita na arte de FAZER O BEM; é ela que, pela repetição, acaba por criar em cada um o hábito de estar atento para o BEM-ESTAR dos outros e a disponibilidade para os ajudar… E HÁ-DE SER REALIZADA… Diariamente. (in: Ser Escoteiro é...)

«É natural que tenhas tendência a pensar só em ti, mas deves ajudar sempre os outros praticando todos os dias uma boa acção. Quantos actos de heroísmo têm sido postos em prática por escuteiros, alguns riscos de vida. Não podem haver grandes boas acções se não nos prepararmos com pequenas boas acções. Ninguém te pede que faças coisas excepcionais, e não te esqueças: “A melhor maneira de ser feliz é fazermos felizes os outros”.» (B. Powell)

PORQUE O IMPORTANTE SÃO OS JOVENS...

PARA MEDITARMOS... com MUITA seriedade (11):



LEI DO ESCUTA


2 – O ESCUTA É LEAL

Este é um artigo difícil de compreender e mais ainda de praticar. Que significa, então, “Lealdade”? Usemos o dicionário e descobrimos que diz que a lealdade é “cumprir as obrigações do dever”. E Dever é “aquilo que cada um tem obrigação de fazer”.
Mas porque temos obrigação de fazer alguma coisa? Porque se parte do principio que é bom fazer. E começamos logo aqui a ter dificuldades no que se refere à Lealdade.
É facto assente que devo obedecer SEMPRE aos meus pais, MAIS DO QUE à Pátria? Qual é o critério a seguir?
É ponto certo que devo obedecer SEMPRE a um Chefe (escuteiro)? Qual é o critério a seguir?
É certo que devo SEMPRE proteger os meus amigos? Deve, SEMPRE, um homem combater pela Pátria?
No 1º artigo da Lei já percebemos que se engana quem se contenta com uma honradez medíocre, mascarando algumas coisas más com um certo ar de boas, ou com alguma desculpa “justificadora”.
No entanto, e tal como no 1º, o problema deste 2º Artigo é que, se não se aspira ao mais elevado, pratica-se uma acção menos digna, julgando-a boa.
Porquê? Vimos que “Lealdade” significa fazer algo que achamos/julgamos ser bom. Ora “julgar” implica pensar… e são muitas as pessoas que “não pensam”… nem mesmo tentam pensar. O resultado disto é que essas pessoas não estão capacitadas, ou competentes, para saber se uma coisa é boa ou má. Pode acontecer que fazem o mal sem o saber e fazem o bem por “motivos maus”.
Parece confuso não é? Mas é simples: a Lealdade significa fazermos uma coisa por acreditarmos que ela é boa… e isso implica PENSAR.
Como decido se uma coisa é boa ou má? Só pensando sobre ela… certo? Mas antes permita-mo-nos a um conselho: NUNCA FAÇAMOS ALGO SÓ “PORQUE TODO O MUNDO FAZ”!!! Pois tal facto (fazer porque os outros fazem) nunca será uma razão suficiente em si mesma. O numero de pessoas que pratica uma acção não muda a natureza da mesma: se todos os alunos de uma escola, falseiam um teste (copiam, por exemplo), isto não transforma a mentira em verdade. E não é o numero que torna má a acção, é a mentira.
Por outro lado, um pouco ao contrário, também não é por ser o único, entre muitos, que tenho determinada opinião, que isso seja motivo para não tomar uma decisão final… pensar… pois poderei estar certo ou errado.
Temos de ouvir a consciência sobre o que devemos fazer: isto é bom… aquilo é mau. Se não mover o braço durante muito tempo, ele ficará sem força, inútil; o mesmo acontecerá com a consciência se lhe “desobedecermos”.. com o tempo perde-mo-la e ficará inútil… tanto o braço como a consciência são para usar… correctamente.
Então como resolver os problemas sobre os quais não tenho certezas? Como fazer para acertar sempre?
Uma estratégia é perguntar às pessoas em quem confiamos e que são competentes para nos aconselhar sobre determinado assunto. Veremos que as pessoas que nos dão bons conselhos, terão razões para tal… e sabedoria… e muito importante, não nos forçarão, mas deixar-nos-ão decidir livremente.
E se os conselhos de várias pessoas forem diferentes entre si, como saber qual o melhor?
Muitas vezes é difícil, no entanto, pensemos que Deus “apenas” nos pede que conheçamos o BEM do melhor modo possível. Se assim fizermos Ele não nos recriminará, se nos enganarmos, pois a intenção era fazer BEM.
Exemplo disto é quando temos de combater pela Pátria: se um homem pensa que matar é MAU em todas as circunstâncias e vê esse critério reforçado pelos diversos conselhos – até o de Deus – faz BEM, se decidir não combater. Ao contrário, outro homem que “odeia” matar tanto quanto o primeiro, pode julgar justo fazê-lo para defender a Pátria… e a decisão de lutar poderá ser boa, no seu caso.
Isto tudo é muito complexo, pelo que ficam alguns conselhos:
- Não seguir a opinião geral, sem antes aprender a pensar e a pensar bem, por si mesmo;
- Não ser orgulhoso e pedir conselho a outros, lembrando que as pessoas mais velhas, quase sempre, têm mais experiência;
- Se outra pessoa tem pontos diferentes dos nossos, não condená-la e não pensar que as diferenças não importam. Há que admirar a sua sinceridade e esperar que ela admire a nossa, estando de acordo que diferem nesses pontos de vista (isto é extremamente importante quando se aplica à religião);
- Rezar, mas não esperar uma resposta imediata como se fosse uma carta;
- Se chegarem a uma decisão “justa” defendam-na sem angustias…