No dia 23 de Junho, partimos mais uma vez para a nossa grande actividade - O Acagrup
Durante o século XVI,
chegou a Salir do Porto, vindo do mar, um barco de piratas que tinha como
comandante, GaloSalir, pirata muçulmano, muito jovem, forte e com enorme sentido
de humor, que espalhava o terror e muita gargalhada por onde passava.
GaloSalir, nas suas
aventuras, tinha ouvido falar da terra que tinha um nome semelhante ao seu e
movido pela curiosidade resolveu conhecer e pilhar Salir do Porto.
Porém, ao contrário
do que esperava, a sua chegada não foi pacifica. Amedrontados, os pescadores
locais ao verem o famoso Jolly Roger (a famosa bandeira pirata), foram pedir
auxílio a um dos ricos homens da terra, D. Fernando Capoeiras de modo a que
fosse dada caça ao pirata.
Assim que se
aproximaram do barco que se encontrava já ao largo da praia, aqueles que iam dar
caça aos piratas, foram também avistados por estes que logo se prepararam para o
combate.
Vendo como eram
numerosos os pescadores, ainda por cima com “caras de mau”, o pirata depressa congeminou uma estratégia de ataque.
Assim, brincalhão como era, GaloSalir mandou atacar os pescadores à fisga, com
resultado evidente pois fez com que o combate durasse apenas algumas horas… mas
provocando bastantes cabeças partidas do lado dos pescadores.
É que para além da
armas serem fisgas as munições eram grandes moedas de ouro, fruto das pilhagens
aos espanhóis.
Para incentivar,
Gritava GaloSalir aos seus homens:
“Meus Piratas, uma
fisgada no pé vale 3 açoites, uma fisgada no peito uma garrafa de rum (ainda não
havia coca-cola), uma fisgada na cabeça 2 moedas + uma moça portuguesa
como troféu”.
Ora isto fazia as
fisgadas serem certeiras, aliado ao facto de os próprios pescadores se debaterem
uns com os outros, e oferecerem as próprias cabeças, para apanhar as
moedas.
GaloSalir, apesar de
teenager, era ainda um autêntico gentleman, mas sobretudo um garanhão e não
passou despercebido aos olhos de Leonor, uma jovem em idade casadoira e filha do
homem rico. Não admirou ninguém que nos dias em que o pirata esteve na terra uma
enorme paixão nascesse entre eles, assim como entre as outras raparigas e os
demais piratas. Como não foi estranho que todas resolvessem acompanhar os
piratas nas aventuras seguintes, abandonando de livre vontade Salir do
Porto.
Esta foi a razão
porque no final da batalha e durante todo o restante século XVI apenas vivessem
na terra 16 habitantes.
Acredita-se que
GaloSalir terá mesmo escondido um verdadeiro tesouro algures na praia, muita
gente acredita que existam baús cheios de pepitas enterradas nalgum lugar, e
vários foram os reis lusitanos que mandaram varrer toda a costa, mas nada
encontraram.
Será que existe mesmo
um tesouro escondido em Salir do Porto? GaloSalir deixou um mapa para que os
pescadores se ocupassem a procurar o tesouro em vez de chorarem a partida das
jovens, mas não lhes contou a história
por completo:
Segundo textos
antigos, a que os Dirigentes do Agr1243 tiveram acesso, há provas de que
GaloSalir, sempre muito distraído pois passava o tempo a olhar para as belas
donzelas e não pensava em mais nada, com medo de esquecer o local onde escondera
o tesouro, deixou um Galo a marcar o
local, que estava tão bem, mas tão bem escondido que só era possível de
descobrir pois o animal cantava ao detectar a aproximação do
pirata.
Suspeita-se hoje que
o galo esfomeado, confundindo as pepitas com bagos de milho tê-las-á comido
todas, jazendo algures, seco e teso enterrado na praia.
Eis a vossa missão,
famílias Piratas da Bobadela, provar que existe o tesouro de GaloSalir… ou
encontrar o seco e teso Galo de GaloSalir, marido de Leonor, filha de D.
Fernando Capoeiras.
Para isso, e para
terem direito a ver o mapa do tesouro, terão de ultrapassar diversas e
dificílimas provas, pois tal como o Galo percebeu é verdade que “Grão a grão
enche o galinha o papo, mas estica ao Galo o pernil”.
E é a grão a grão que enchemos sempre os nossos corações quando se pode viver estes dias com estes jovens, desde os Lobitos aos Pioneiros, não esquecendo o nosso Caminheiro e todos os Dirigentes. Estes 4 dias foram vividos muito intensamente, com os mais velhos a cuidarem dos mais novos e dos mais novos a ficarem maravilhados por estarem sobre o comando dos seus novos guias e sub - guias. Foram uns valentes quando conseguiram fazer um Raid de muitos quilómetros, sob um sol abrasador e sem nunca quererem desistir. Ao contrário do que aconteceu no acampamento da Alcateia, acataram as regras do silencio e da alvorada, e ninguem verbalizou sequer que queria vir embora. Toda a equipa de animação ficou muito orgulhosa dos seus Lobitos, pois os elogios no momento da avaliação, foram mais que muitos por parte de todos. MUITOS PARABÉNS. Por tudo isto e muito mais que nunca se conseguirá transmitir por palavras, esta é sempre uma actividade com características únicas em que todos nos unimos muito mais e saímos mais amigos uns dos outros e com vontade de voltar sempre!









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