terça-feira, 28 de junho de 2011

IX ACAGRUP - SALIR DO PORTO

No dia 23 de Junho, partimos mais uma vez para a nossa grande actividade - O Acagrup

Durante o século XVI, chegou a Salir do Porto, vindo do mar, um barco de piratas que tinha como comandante, GaloSalir, pirata muçulmano, muito jovem, forte e com enorme sentido de humor, que espalhava o terror e muita gargalhada por onde passava.
GaloSalir, nas suas aventuras, tinha ouvido falar da terra que tinha um nome semelhante ao seu e movido pela curiosidade resolveu conhecer e pilhar Salir do Porto.
Porém, ao contrário do que esperava, a sua chegada não foi pacifica. Amedrontados, os pescadores locais ao verem o famoso Jolly Roger (a famosa bandeira pirata), foram pedir auxílio a um dos ricos homens da terra, D. Fernando Capoeiras de modo a que fosse dada caça ao pirata.
Assim que se aproximaram do barco que se encontrava já ao largo da praia, aqueles que iam dar caça aos piratas, foram também avistados por estes que logo se prepararam para o combate.
Vendo como eram numerosos os pescadores, ainda por cima com “caras de mau”, o pirata  depressa congeminou uma estratégia de ataque. Assim, brincalhão como era, GaloSalir mandou atacar os pescadores à fisga, com resultado evidente pois fez com que o combate durasse apenas algumas horas… mas provocando bastantes cabeças partidas do lado dos pescadores.
É que para além da armas serem fisgas as munições eram grandes moedas de ouro, fruto das pilhagens aos espanhóis.
Para incentivar, Gritava GaloSalir aos seus homens:
“Meus Piratas, uma fisgada no pé vale 3 açoites, uma fisgada no peito uma garrafa de rum (ainda não havia coca-cola), uma fisgada na cabeça 2 moedas + uma moça portuguesa como troféu”.
Ora isto fazia as fisgadas serem certeiras, aliado ao facto de os próprios pescadores se debaterem uns com os outros, e oferecerem as próprias cabeças, para apanhar as moedas.
GaloSalir, apesar de teenager, era ainda um autêntico gentleman, mas sobretudo um garanhão e não passou despercebido aos olhos de Leonor, uma jovem em idade casadoira e filha do homem rico. Não admirou ninguém que nos dias em que o pirata esteve na terra uma enorme paixão nascesse entre eles, assim como entre as outras raparigas e os demais piratas. Como não foi estranho que todas resolvessem acompanhar os piratas nas aventuras seguintes, abandonando de livre vontade Salir do Porto.
Esta foi a razão porque no final da batalha e durante todo o restante século XVI apenas vivessem na terra 16 habitantes.
Acredita-se que GaloSalir terá mesmo escondido um verdadeiro tesouro algures na praia, muita gente acredita que existam baús cheios de pepitas enterradas nalgum lugar, e vários foram os reis lusitanos que mandaram varrer toda a costa, mas nada encontraram.
Será que existe mesmo um tesouro escondido em Salir do Porto? GaloSalir deixou um mapa para que os pescadores se ocupassem a procurar o tesouro em vez de chorarem a partida das jovens, mas não lhes contou  a história por completo:
Segundo textos antigos, a que os Dirigentes do Agr1243 tiveram acesso, há provas de que GaloSalir, sempre muito distraído pois passava o tempo a olhar para as belas donzelas e não pensava em mais nada, com medo de esquecer o local onde escondera o tesouro, deixou um Galo a marcar o local, que estava tão bem, mas tão bem escondido que só era possível de descobrir pois o animal cantava ao detectar a aproximação do pirata.
Suspeita-se hoje que o galo esfomeado, confundindo as pepitas com bagos de milho tê-las-á comido todas, jazendo algures, seco e teso enterrado na praia.
Eis a vossa missão, famílias Piratas da Bobadela, provar que existe o tesouro de GaloSalir… ou encontrar o seco e teso Galo de GaloSalir, marido de Leonor, filha de D. Fernando Capoeiras.
Para isso, e para terem direito a ver o mapa do tesouro, terão de ultrapassar diversas e dificílimas provas, pois tal como o Galo percebeu é verdade que “Grão a grão enche o galinha o papo, mas estica ao Galo o pernil”.



E é a grão a grão que enchemos sempre os  nossos corações quando se pode viver estes dias com estes jovens, desde os Lobitos aos Pioneiros, não esquecendo o nosso Caminheiro e todos os Dirigentes. Estes 4 dias foram vividos muito intensamente, com os mais velhos a cuidarem dos mais novos e dos mais novos a ficarem maravilhados por estarem sobre o comando dos seus novos guias e sub - guias. Foram uns valentes quando conseguiram fazer um Raid de muitos quilómetros, sob um sol abrasador e sem nunca quererem desistir. Ao contrário do que aconteceu no acampamento da Alcateia, acataram as regras do silencio e da alvorada, e ninguem verbalizou sequer que queria vir embora. Toda a equipa de animação ficou muito orgulhosa dos seus Lobitos, pois os elogios no momento da avaliação, foram mais que muitos por parte de todos. MUITOS PARABÉNS. Por tudo isto e muito mais que nunca se conseguirá  transmitir por palavras,  esta  é sempre uma actividade com  características únicas em que todos nos unimos muito mais e saímos mais amigos uns dos outros e com vontade de voltar sempre!
Não podemos deixar de dar também os nossos PARABÉNS aos Exploradores e Pioneiros pela sua atitude nesta actividade, para com todos, mas realçando a relação que estabeleceram com os mais pequenos.






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